O texto aborda a homogeneidade
retratada pela sociedade. O personagem, O
senhor Palomar, o qual idealiza o seu modelo humano, vai gradativamente
querendo mais sua perfeição, no entanto, após reflexão, percebe o quanto é em
vão seu desejo, pois não há um modelo absoluto.
Conforme a Declaração Universal dos
Direitos Humanos aprovada em 1948 (século XX), na qual esboça os direitos humanos
básicos, destaca em seu Artigo 1°, “Todos
os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de
razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de
fraternidade”. A partir deste documento, o mundo despertou-se para um novo
olhar para as pessoas com deficiência.
No
Brasil, já no final da década de 70, a partir do movimento político das pessoas
com
deficiência, iniciou-se uma grande luta de as pessoas com deficiência seguidas
de seus familiares, amigos e solidários em busca de sua visibilidade, do acesso
à educação, à saúde, ou seja, a inserção das pessoas com deficiência na
sociedade, as quais deveriam ser reconhecidas pelos seus talentos, suas
potencialidades, na qual a deficiência é secundária diante de tantas características.
Atualmente com a Política Nacional
de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, houve uma expansão do
número de matrículas de crianças, adolescentes e adultos nas instituições
escolares e consequentemente o número de Sala de Recurso Multifuncional (SRM),
que é o ambiente físico onde ocorre o Atendimento Educacional Especializado
(AEE), que tem como seu público-alvo: alunos com deficiência, alunos com transtorno
global do desenvolvimento e alunos altas habilidade/superdotação. Neste espaço,
nós, professoras, aprendemos e ensinamos simultaneamente com tamanha
diversidade de conhecimento, onde o aluno com sua particularidade desenvolve
suas atividades, necessitando ou não de tecnologia assistiva.
O “modelo palomar” falta em nossas escolas, em nossa sociedade, pois a
diversidade humana requer respeito e cidadania. Afirmamos isto no sentido da aceitação
do novo, do diferente, pois “...eis que ele se
depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável,
formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”.
No AEE sentimos e percebemos a relevância do respeito à pessoa humana. Valorizar nosso aluno é nosso dever
primordial.
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