domingo, 29 de junho de 2014

Comentários sobre o texto, o modelo dos modelos de Ítalo Calvino


O texto aborda a homogeneidade retratada pela sociedade. O personagem, O senhor Palomar, o qual idealiza o seu modelo humano, vai gradativamente querendo mais sua perfeição, no entanto, após reflexão, percebe o quanto é em vão seu desejo, pois não há um modelo absoluto.

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada em 1948 (século XX), na qual esboça os direitos humanos básicos, destaca em seu Artigo 1°, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. A partir deste documento, o mundo despertou-se para um novo olhar para as pessoas com deficiência.

No Brasil, já no final da década de 70, a partir do movimento político das pessoas com deficiência, iniciou-se uma grande luta de as pessoas com deficiência seguidas de seus familiares, amigos e solidários em busca de sua visibilidade, do acesso à educação, à saúde, ou seja, a inserção das pessoas com deficiência na sociedade, as quais deveriam ser reconhecidas pelos seus talentos, suas potencialidades, na qual a deficiência é secundária diante de tantas características.

Atualmente com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, houve uma expansão do número de matrículas de crianças, adolescentes e adultos nas instituições escolares e consequentemente o número de Sala de Recurso Multifuncional (SRM), que é o ambiente físico onde ocorre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), que tem como seu público-alvo: alunos com deficiência, alunos com transtorno global do desenvolvimento e alunos altas habilidade/superdotação. Neste espaço, nós, professoras, aprendemos e ensinamos simultaneamente com tamanha diversidade de conhecimento, onde o aluno com sua particularidade desenvolve suas atividades, necessitando ou não de tecnologia assistiva.

O “modelo palomar” falta em nossas escolas, em nossa sociedade, pois a diversidade humana requer respeito e cidadania. Afirmamos isto no sentido da aceitação do novo, do diferente, pois “...eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”.

No AEE sentimos e percebemos a relevância do respeito à pessoa humana. Valorizar nosso aluno é nosso dever primordial.


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