A
escola brasileira presente na vida cotidiana de várias pessoas há séculos, vem
modificando os meios de ensino-aprendizagem gradativamente. E com a aprovação em
2008, da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva, os professores estão mais sensibilizados para uma grande parcela da
população brasileira, a qual a sociedade tem uma grande dívida social: as
pessoas com deficiência.
A
Educação Especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE), instituídos
pelo decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011, cita em seu artigo 1º, inciso
I: “o dever do Estado com a educação das pessoas público alvo da educação
especial será efetivado (...) garantia de um sistema educacional incluso em
todos os níveis, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades”.
Considerando que o público alvo do AEE são alunos com deficiência, alunos com
transtornos globais do desenvolvimento e alunos com altas
habilidades/superdotação, as famílias, as escolas e a sociedade estão cada vez
mais observando e vendo a progressão social das pessoas com deficiência, que
antes eram pessoas incrédulas, marginalizadas e rotulada. Temos professores,
atores, advogados, diversas profissões em que há sempre uma pessoa com
deficiência, mesmo passando por extremas dificuldades, pois na época não havia
uma legislação que garantisse o direito à educação como atualmente. E a partir
desta década atual, novos talentos surgirão, pois o AEE veio para multiplicar,
abrir caminhos para sonhos e felicidade. A professora do AEE, que deve ter a
formação específica para a função, pesquisa, busca mais conhecimento sobre o
aluno, está sempre atenta às novas tecnologias que possam auxiliar para a aprendizagem,
paralelo a isso sempre interage com a professora da sala comum e com a família,
célula da sociedade, relevante para a formação da cidadania.
O
Estudo do Caso é uma ferramenta primordial para o AEE, pois neste momento
navegamos por um mundo até então desconhecido, mas que mergulhamos
profundamente, com vontade de “descobrir” e cumprida esta tarefa temos em mãos
informações de grande valor, pois planejar e executar o AEE agora tem outra
conotação mais especifica. Na Sala de Recurso Multifuncional, na qual podemos
optar em atender individual ou em grupo, definir o tempo de atendimento, com as
informações do Estudo do Caso de referido aluno, tudo fica mais explícito, pois
percebemos também a necessidade de outros profissionais de saúde para que o
aluno desenvolva suas habilidades. Planejar o AEE enfatizando as habilidades e
dificuldades do aluno, traz enormes contribuições para sua aprendizagem e
desenvolvimento, onde há também uma seleção de materiais a serem produzidos e
adquiridos, indispensáveis.